A ABESD vai estar na próxima 5ª feira na Assembleia República – COFMA

 

A ABESD foi convidada a estar presente na próxima 5ª feira, pelas 17H30M na COFMA, a fim de poder apresentar a Sua apreciação sobre a proposta de Lei n. 74.

Esta mesma pretende legislar sobre o mecanismo de recuperação dos lesados do sistema bancário (BES), sendo que a proposta de lei desceu a comissão parlamentar permanente sem votação no plenário.

A ABESD enquanto entidade representante de clientes bancários lesados, irá apresentar, o que no Seu entender, necessita de ser o enquadramento legislativo para que o mecanismo a criar seja justo e equitativo a todos os lesados do grupo BES e GES.

Recordamos que na versão apresentada e que irá á discussão na COFMA, a mesma não prevê solução para os clientes das sucursais externas financeiras i.e. Madeira, Venezuela, Suíça, Africa do Sul, Panamá, etc.; apesar de muitos destes investimentos terem sido subscritos nas instalações do grupo BES em Portugal e posteriormente domiciliados em sucursais externas financeiras, sem conhecimento dos clientes.

A ABESD reclama uma solução para todos os lesados do grupo BES / GES e que todos os lesados que foram vítimas de misselling de produtos financeiros tenham a possibilidade de participar nesse mesmo mecanismo de resolução.

“Iremos na próxima 5ª feira demonstrar aos deputados mais uma vez a necessidade de uma solução equitativa para todos os lesados em Portugal e nas sucursais externas financeiras. Vamos partilhar com a COFMA documentos da CMVM, que já assumiu que houve misseling em produtos financeiros do BES, vendidos a clientes das sucursais externas de forma inapropriada face ao perfil
dos clientes. Temos documentos que provam esta afirmação, pelo que é mais que clara que a posição dos clientes das sucursais externas é tão legitima como a dos clientes dos balcões em Portugal ” – segundo a Direção da ABESD.

“ Existiu um único objectivo no BES, que foi vender divida do grupo aos clientes de todas as formas possíveis e imaginárias, de tal forma que foi vendido em Portugal o “Fundo EXS”, que tinha como características próprias ser vendido a clientes com perfil conservador, quando: i) não foi autorizada a Sua comercialização pela CMVM; ii) era um “hedge fund” que os clientes não conheciam como tal – mas sim como fundo de tesouraria; iii) era gerido pelo próprio banco – existindo conflito de interesses; iv) foi domiciliado fora de Portugal, sem que os clientes nunca de tal facto tivessem conhecimento; v) o fundo EXS unicamente tinha como investimento divida do grupo Espirito Santo. Isto é claramente misselling e foi já confirmado pela CMVM, pelo que necessitamos que este tipo de produtos estejam também enquadrado no mecanismo de solução dos lesados do BES”. – segundo a Direção da ABESD.

 

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A ABESD – Associação de Defesa de Clientes Bancários, é uma associação sem fins lucrativos que foi constituída em Julho de 2014 após o colapso do grupo BES/GES. Os nossos associados são clientes (incluindo emigrantes) das sucursais externas financeiras do grupo BES – Venezuela, Africa Sul, Suiça, etc; que perderam as Suas poupanças em produtos financeiros do BES/GES, tendo sido vitimas de “misselling” aos balcões do BES.

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