Emigrantes e clientes das sucursais financeiras exteriores do BES não estão incluídos na solução dos lesados do BES

 

A ABESD congratula-se por todos os “lesados do BES” que viram hoje iniciar o processo de reembolso das Suas poupanças, por via do mecanismo de solução dos clientes “lesados do BES”.

Infelizmente os emigrantes e clientes das sucursais financeiras exteriores não estão abrangidos na referida solução.
Apesar dos esforços da direção da ABESD, não foi ainda possível constituir o grupo de trabalho com o Governo, afim de poder este ultimo grupo de “lesados do BES”, encontrar uma solução para a Sua situação.

A ABESD reclama uma solução para todos os lesados do grupo BES / GES e que todos os lesados que foram vítimas de venda fraudulenta de produtos bancários, tenham a possibilidade de participar nesse mesmo mecanismo de resolução. Essa mesma venda desajustada do perfil dos clientes foi já admitido pela CMVM em documentação que já foi partilhada com todas as entidades envolvidas neste processo – Governo, Banco Portugal, Deputados, etc.

“Apesar da disponibilidade do Governo para encontrar uma solução para os emigrantes e clientes das sucursais financeiras do BES, continuamos a aguardar a constituição do grupo de trabalho para analisar a nossa situação. Ficamos obviamente satisfeitos que mais este grupo de lesados do BES esteja a iniciar a resolução do Seu problema, mas temos de recordar que falta resolver o tema as sucursais financeiras exteriores do BES, que abrangem muitos clientes e as comunidades de emigrantes da Venezuela e Africa do Sul. Esperemos que ainda antes do início do verão, seja marcada uma reunião com o Gabinete do Primeiro Ministro. ” – disse António Borges, Presidente da Direção da ABESD.

Para informações adicionais, queiram contactar-nos via Secretariado ABESD [email protected]

 

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A ABESD – Associação de Defesa de Clientes Bancários, é uma associação sem fins lucrativos que foi constituída em Julho de 2014 após o colapso do grupo BES/GES. Os nossos associados são clientes (incluindo emigrantes) das sucursais externas financeiras do grupo BES – Venezuela, Africa Sul, Suiça, etc; que perderam as Suas poupanças em produtos financeiros do BES/GES, tendo sido vitimas de “misselling” aos balcões do BES.

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