lesados

Injustiças parecem não ter fim

Burla do século

Os Associados da ABESD foram, propositadamente, excluídos pelo Governo e pelo Banco de Portugal da proposta de solução recentemente apresentada aos “lesados do papel comercial” comprado aos balcões do BES no Continente e na Região Autónoma Açores.
Mas afinal como foi possível ter-se chegado a uma solução que contempla os Açorianos mas não os Madeirenses? Que abrange os residentes mas não os emigrantes? Que reembolsa alguns residentes “lesados do papel comercial” com milhões de euros em carteira mas que ignora outros lesados emigrantes com muito menos posses e que subscreveram exatamente os mesmos produtos? Será esta descriminação razoável? Será aceitável que um lesado que subscreveu um produto financeiro no R/C do edifício do BES da Av. da Liberdade seja tratado de forma diferente de um outro lesado que o subscreveu no 5º andar desse mesmo edifício ou noutro edifício situado, na mesma rua, 10 números de policia mais abaixo? Será justo que um cliente da rede de retalho do BES, que assinou os documentos num balcão do BES em Portugal e viu a sua aplicação de papel comercial ser domiciliada numa conta de uma sucursal financeira exterior (sem sequer ter entendimento de tal facto) seja agora ignorado como vitima de misselling?

Efetivamente não conseguimos encontrar nenhuma razão para que os nossos Associados não tenham sido incluídos na solução agora encontrada. São aforradores nacionais não qualificados, tal como todos os outros, e aplicaram as suas poupanças exatamente nos mesmos produtos financeiros. Não podemos aceitar esta grave descriminação, sendo evidente que a solução encontrada para os “lesados do papel comercial” não transmite equidade a todos os cidadãos nacionais que foram lesados de igual forma.
Infelizmente para nós, somos e fomos todos lesados, de um sistema que não regulou, que não viu a tempo, que não atuou porque não quis atuar e que se permitiu deixar que fossem os clientes não qualificados a assumir riscos que nunca sequer deveriam ter existido. Um sistema que preferiu prejudicar milhares de pequenos aforradores e suas famílias por receio de “segurança jurídica” que poderia afetar indevidamente meia dúzia de gestores.
Já inquirimos, por diversas ocasiões, as entidades envolvidas neste processo sobre a exclusão propositada dos nossos associados da solução encontrada para os “lesados do papel comercial” mas as respostas foram sempre vagas e demasiado simplistas, alegando invariavelmente o facto de tais aplicações terem sido constituídas através de entidades bancárias “estrangeiras”.
Acontece que as tais entidades bancárias “estrangeiras” não passavam de veículos fantoche ao serviço do BES, estando todas elas também sob supervisão direta do Banco de Portugal e da CMVM.

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Exigimos justiça para TODAS as vítimas do papel comercial

Continuaremos a lutar para que seja encontrada rapidamente uma solução justa e transparente para TODOS os portugueses lesados, em igualdade de circunstâncias. Sem manipulações nem legislação feita à medida de uns em detrimento de outros.

Evidências há muitas e estão à vista de todos

factos provados

  • Misselling de papel comercial visou unicamente financiar aumentos de capital no BES

    Os nossos Associados, todos eles pequenos clientes bancários não qualificados, foram ao longo de anos vitimas de uma venda fraudulenta que serviu unicamente para financiar sucessivas subscrições de aumentos de capital do BES feitos pelas holdings da família Espírito Santo e com pleno conhecimento e aval do Banco de Portugal (BdP).

  • Vendas foram feitas por funcionários do BES em território nacional

    Os produtos tóxicos foram vendidos por unidades financeiras do Grupo Espírito Santo, por recursos humanos partilhados com o BES e, na sua maior parte, em pleno território nacional: na sede do BES, nas suas delegações comerciais e na sucursal Financeira Exterior da Madeira.

  • Entidades envolvidas eram todas supervisionadas pelo BdP e pela CMVM

    Os produtos “tóxicos” que foram comprados, voluntária ou involuntariamente, pelos Associados da ABESD, eram comercializados por entidades sob supervisão direta ou indireta dos reguladores Portugueses e eram detidas a 100% pela ESFG (empresa cotada supervisionada pelo BdP e que fazia parte do PSI-20).

  • Dinheiro dos nossos associados acabou incorporado nos ``ativos bons`` do Novo Banco

    Os produtos tóxicos tinham como propósito exclusivo o financiamento do BES e, como tal, os seus proveitos foram canalizados para os “ativos bons” do Novo Banco. Ninguém investiu no ramo não financeiro do GES, tendo sido todo o capital canalizado para a área financeira que depois o distribuiu, a seu bel-prazer, pelos restantes interesses da família Espírito Santo. São disto exemplo a Espírito Santo International (ESI) que estava na estrutura de capital do BES e a Rio Forte que só começou a vender papel comercial quando se colocou como holding da área financeira do Grupo.

  • O Grupo Financeiro do GES era apenas uma irradiação do BES no exterior

    A pirâmide de participações é irrelevante. O Controlo de Facto do BES/GES era só um, feito por um número reduzido de pessoas, sentadas em Portugal, com idoneidade reconhecida pelo BdP e com uma estratégia comercial concertada. Trata-se portanto de um centro com uma irradiação e não de uma cascata de holdings, que apenas servia para alavancar participações e dar argumentos aos reguladores para fingir que não viam aquilo que se passava.

  • BdP responsável pelo descalabro do papel comercial nos pequenos clientes do retalho

    Os nossos Associados viram a sua exposição ao GES aumentar exponencialmente com a imposição de limpeza ao fundo ES Liquidez, ordenada pelo BdP mas sem que nada tivesse sido feito para impedir a subsequente contaminação dos clientes de retalho, estratégia sórdida que a cúpula do BES/GES accionou de imediato para resolver o problema criado pela referida deliberação.

©2019 ABESD - Associação de Defesa dos Clientes Bancários

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