PwC terá de pagar 625 milhões por não ter detectado esquema fraudulento em bancos

Uma juíza americana condenou a PricewaterhouseCoopers a pagar 625,3 milhões de dólares por não ter detectado um esquema fraudulento entre o Colonial Bank e outra instituição financeira. As duas entidades faliram em 2009.

 

A juíza americana Barbara Rothstein determinou que a PwC pague 625,3 milhões de dólares à Federal Deposit Insurance, por danos. Este é o montante mais elevado de uma indemnização alguma vez estipulado para uma empresa de auditoria, realça o Financial Times.

Em causa está o facto de a auditora não ter detectado um esquema fraudulento perpetrado pelo seu cliente Colonial Bank e o Taylor, Bean & Whitaker, que actuava no mercado de financiamento hipotecário. Tanto o Colonial Bank como o Taylor Bean faliram em Agosto de 2009.

A juíza considerou que a PwC foi negligente nas suas auditorias. Esta empresa fez a auditoria do Colonial Bank entre 2003 e 2005 e em 2008. A justiça americana considera que a forma de actuação da PwC não previa a detecção de fraudes.

A empresa vai recorrer a decisão, revelou o advogado da PwC à saída do tribunal, citado pela Bloomberg.

O Colonial estava entre os 25 maiores bancos dos EUA e o Taylor Bean era um dos 12 maiores credores hipotecários do país.

Desde 2002 e até Agosto de 2009 o Taylor Bean vendeu mais de 1,5 mil milhões de dólares de empréstimos hipotecários ao Colonial Bank, que já tinha vendido a outros investidores.

O colapso das instituições já correu no tribunal, tendo o presidente do Taylor Bean, Lee Farkas e outros cinco gestores sido condenados.

A Bloomberg realça que o Colonial Bank foi o sexto maior banco a falir na história dos EUA e a sua falência custou ao fundo FDIC cerca de 4,2 mil milhões de dólares.

 

via Jornal de Negócios

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